Pretendo apresentar as produções dos meus alunos ao longo do ano letivo. Em outras oportunidades, mostraremos textos e/ou vídeos que considerarmos pertinentes.
Aos copistas, desejamos bom proveito.
Aos leitores qualificados, agradecemos, sinceramente
"Desafios"
Martin Luther Kink Jr
sexta-feira, 29 de julho de 2011
Amar
Que pode uma criatura senão, entre criaturas, amar?
amar e esquecer,amar e malamar,
amar, desamar, amar?
sempre, e até de olhos vidrados, amar?
Que pode, pergunto, o ser amoroso,sozinho, em rotação universal, senão rodar também, e amar?amar o que o mar traz à praia,
e o que ele sepulta, e o que, na brisa marinha,
é sal, ou precisão de amor, ou simples ânsia?
Amar solenemente as palmas do deserto,
o que é entrega ou adoração expectante,
e amar o inóspito, o áspero,
um vaso sem flor, um chão de ferro,
e o peito inerte, e a rua vista em sonho, e uma ave de rapina.
Este o nosso destino: amor sem conta,
distribuído pelas coisas pérfidas ou nulas,
doação ilimitada a uma completa ingratidão,
e na concha vazia do amor a procura medrosa,
paciente, de mais e mais amor.
Amar a nossa falta mesma de amor, e na secura nossa
amar a água implícita, e o beijo tácito, e a sede infinita.
Carlos Drummond de Andrade
Poesia, poetar, poematizar
Se queres sentir a felicidade de amar, esquece a tua alma.
A alma é que estraga o amor.
Só em Deus ela pode encontrar satisfação.
Não noutra alma.Só em Deus - ou fora do mundo.
As almas são incomunicáveis.
Deixa o teu corpo entender-se com outro corpo.
Porque os corpos se entendem, mas as almas não.
Manuel Bandeira
domingo, 10 de abril de 2011
FEIRA LITERÁRIA DO MIRÓ
O exemplo na sociedade
“Hoje você é quem manda, falou,
tá falado, não tem discussão, não...”
Essa é uma das letras em que Chico Buarque defende a nossa pátria na época da Ditadura Militar. O cantor sempre esteve presente nessa época de emblemas em que o Brasil estava vivendo, participando das diversas passeatas, incluindo a “Passeata dos Cem mil” e escrevendo letras de músicas que expressavam seus sentimentos contra a situação política daquela época em que tinha, a maioria dos seus trabalhos censurados pelo regime militar, um exemplo disso, foi a música “Apesar de você” que foi proibida, por ser considerada uma crítica à ditadura e a peça “Roda Viva” foi censurada por conta do seu cenário que foi considerado subversivo.
Por conta dos conflitos e pela falta de sucesso, Chico e sua esposa, Marieta se mudaram para a Itália, onde passou, por sérias dificuldades financeiras. Apesar da censura, Chico decidiu regressar ao Brasil em março de 1970. Com a grande dificuldade de compor suas músicas, Chico fez com muita cautela seus shows, mas os censores invadiam seu camarim, pedindo depoimentos constantemente. Escreveu a peça teatral Calabar em 1973, mas só depois de sete anos a peça foi liberada.
Sua vida profissional estava muito difícil, porém, Chico Buarque nunca desistiu, e com a sua inteligência criou um método de driblar a censura, criando um personagem da sua autoria que assinava suas letras com o pseudônimo de Julinho de Adelaide, mas, a sua identidade foi descoberta pela imprensa, depois de algumas músicas de sucesso. Depois das manifestações das “Diretas Já”, o povo Brasileiro conseguiu a democracia do nosso país, que consistia na liberdade de expressão e no direito de votar. Chico completa o conceito de cidadania no nosso país, ele sempre defendeu a nossa pátria e nunca hesitou nisso. Desde o início da redemocratização do Brasil, o cantor era a favor e admirava o governo de Lula, que está sendo governado atualmente por Dilma Roussef. Chico abordava em suas obras, diversos temas, além da política, o amante da MPB cita problemas sociais como a música “O meu guri” que demonstra o amor de uma mãe por seu filho que era marginal e ela nem esperava isso, “Pedro Pedreiro” foi mais uma canção que o autor escreveu que conta a história de um operário que espera sua vida melhorar. Além de cantor e compositor, Chico traduz e adapta textos como a peça infantil “Os saltimbancos”, escreveu também a “Ópera do Malandro”, romances como Estorvo, Budapeste, etc.
Com delicadeza, amor, cautela, alegria, sensibilidade... Chico aborda a mulher em suas obras de arte com exclusividade. Em diversas situações “As mulheres de Chico” são abordadas com seus nomes, profissões, situações banais, mulheres exercendo o papel de mãe, guerrilheira, prostituta, mulheres amadas, abandonadas e marginalizadas, A música “Mulheres de Atenas” mostra as mulheres submissas aos seus maridos, “Folhetim” narra a história de uma mulher prostituta e “Olhos nos Olhos” conta a história de uma mulher abandonado pelo seu marido.
Na atualidade Chico Buarque ganhou a 53ª edição do Prêmio literário Jab
uti com a sua obra “Leite Derramado” na categoria de melhor ficção do ano. Chico Buarque, sempre contextualiza suas canções com os valores humanos, ensinando ao leitor como viver a vida sem preconceito e com amor. E com as formas de valorizar as mulheres e o nosso país ele ganhou o carinho de todos os públicos, se tornando um dos cantores da MPB mais famoso e querido do Brasil!
sábado, 18 de setembro de 2010
eja para encurtar, por preguiça de escrever “tanto”, ou seja apenas por diversão. O que realmente importa é que se você usa essa linguagem, em que o “você” se torna “vc”, a “atividade” se torna “atv”, “obrigado” “obg”, além de muitas outras abreviações, o recomendado é que aumente a quantidade de livros lidos. Quem começa a abreviar, não acentuar, na hora de escrever textos ou em situações que exigem maior formalidade, sente a dificuldade na pele.
“As minhas amigas reclamavam que eu estava sempre distante, e dando sempre atenção aos meus amigos virtuais mais que a elas. Em casa, a minha mãe reclamava com freqüência com relação ao período, eu sempre tinha que sair às 21:00hs, mas perdi as contas de quantas vezes acordei no meio da noite pra usar, ou perdi refeições”. O tempo que deveria ser usado para estar com a família, sair com amigos, estudar, ler, e etc, acaba sendo gasto na frente de uma tela. Segundo Catiane Bittencourt, 29, que é a fiscal da bibioteca/lan house do Colégio Miró,aproximadamente 55 das pessoas que vão até lá, 20 vão com o objetivo nos livros. O outros 35, que geralmente variam de 10 a 14 anos, sentem a necessidade de estar na Internet, mesmo que custe todo o tempo de intervalo. Como conseqüência da falta de socialização, o usuário pode se tornar solitário e isolado. Irônico, não? Ao mesmo tempo em que a ferramenta abre portas de comunicação e lazer com o mundo inteiro, acaba por muitas vezes, criando mais isolamento e solidão. E enquanto uns têm acesso ilimitado a essas informações, outras são completamente privadas delas. Alguns governos como os do Irã, Coréia do Norte, Mianmar, República Popular da China, Arábia Saudita e Cuba, restringem que as pessoas em seus países possam acessar na Internet conteúdos especificamente políticos e religiosos. Algumas pessoas defendem que deve haver sim, a restrição de sites, mas não os de cunho político e religioso. Elas precisam ler para escolher o que achar melhor, certo? Também está na Internet um dos assuntos mais polêmicos em todo o mundo, que antes era tido como brincadeira, e agora se torna algo sério. E ir para casa, que deve ser o refúgio da vítima do bullying, se agrava dentro do lar. Na internet, mensagens, imagens e comentários depreciativos se alastram rapidamente e tornam o bullying ainda mais perverso. Como o espaço virtual é ilimitado, o poder de agressão se amplia e a vítima se sente acuadamesmo fora da escola. E o que é pior: muitas vezes, ela não sabe nem de quem se defender, tornando o cyberbullying ainda pior do que o tradicional. Outro assunto extremamente polêmico e delicado é o bate-papo e a violação. São inúmeros os casos registrados de conversas com webcam ligada gravando os momentos de maior intimidade da vítima, que pensa estar conversando com uma pessoa confiável. O vídeo é exposto na Internet, prejudicando a imagem da pessoa exposta. O mais famoso caso de bate-papo virtual é o da garota de 13 anos, que pensava estar conversando com um garoto da mesma idade, da sua cidade. Chegou a dar informações como onde estudava, que hor
as os pais estavam em casa, onde morava, enfim, tudo de mais pessoal e que se caindo em mãos erradas seria comprometedor. Por um milagre, o suposto garoto de 13 anos era um policial civil, que teve a filha na mesma situação. No caso dele, as informações foram para o pior caminho possível e a garota foi estuprada e assassinada. Tomando uma medida precavida, ele visitou a casa da menina, conversou com os pais, os alertou e remediou. Ver o lado obscuro da Internet é doloroso, principalmente para quem mostra. Por fim, temos um placar de –7, que é consequentemente ruim. Mas ela não pode ser julgada dessa modo. Todos os pontos positivos, como citados no início, devem ser lavados em conta. Portanto, placar zerado. A Internet traz muitas coisas ruins, mas isso não deve ser motivo para deixar de usar.
Como lidar com nossos idosos
Rumo a se tornar um dos países com maior número de idosos do mundo, o Brasil precisa urgentemente mudar a visão do idoso como um problema e passar a vê-lo como parte da sociedade
Em 2025, o Brasil será o sexto país com maior número de idosos no mundo, com a estimativa de mais de mais de 32 milhões de pessoas com mais de 60 anos de idade. Mas está cada vez mais difícil envelhecer. O recado social é claro: depois de 50 anos, perde-se a humanidade e a cidadania.
Os idosos precisam arrumar emprego, pois a aposentadoria muitas vezes é insuficiente, mas quem vai querer empregar um idoso? Alem disso, têm dificuldades parar encontrar um parceiro quando está sozinho, ter um programa de lazer adequado e ser respeitado pelas crianças e jovens.
Na sociedade atual, muitos jovens não respeitam os mais velhos, tratam os idosos com desprezo e até mesmo se referem a eles com palavras pejorativas, como um exemplo: “coroa”. “Enquanto no Japão e nos países orientais, onde se leva em conta a experiência de vida, os velhos são respeitados e suas idéias consideradas, na sociedade brasileira, o jovem não respeita os idosos, aqui os velhos são marginalizados.” Argumenta Sr. José Walter Góes, 70 anos.
Como já foi citado, os jovens não são o único problema dos idosos. As pessoas com maior idade não têm a maioria de seus direitos assegurados. De acordo com a constituição, pessoas a partir de 65 anos não precisam pagar o ônibus e têm assentos privilegiados, porém, na maioria das vezes, são instigados a pagar e seus assentos são ocupados por pessoas que se recusam a sair. Isso também é comum nas vagas para idosos, geralmente ocupadas por jovens que não respeitam a lei. “É um desrespeito explícito, muitas vezes eu presenciei pessoas mais novas pegarem a vaga preferencial sem dar a mínima importância.” Diz Sra. Márcia Zelante, 67.
Sem falar das filas preferenciais obrigatórias, que em muitos lugares não são nem encontradas. Além de tudo, a aposentadoria pública muitas vezes é insuficiente (mínimo de R$ 240,00) como ressalta a aposentada Márcia “Enquanto o seguro saúde sobe 10, 11%, o ordenado da aposentadoria sobe apenas 6, 7%”. E, do universo de 1,9 mil prefeituras, apenas mil acataram até aqui as novas regras.
Não podemos esquecer as casas de repouso do país, que são sempre caras e ruins além de serem poucas. Sem contar que, para a maioria dos idosos, ir para asilos é algo ruim. Segundo pesquisadores da PUCRS, Universidade Luterana do Brasil e Universidade de Caxias do Sul, a auto-estima de 47% dos idosos entrevistad
os revelou alterações negativas, como pessimismo, nervosismo, sensação de inutilidade, tristeza e ressentimento.
“Asilo? Deus me livre! Pra mim não existe forma pior de ser mal agradecido, não perdoarei minha família se me colocarem em um. O velho quer estar perto de que ele ama, queremos atenção.” Diz Márcia rindo.
Em Salvador, só há um abrigo público voltado para o acolhimento de pessoas com mais de 60 anos, o abrigo D. Pedro II, que oferece moradia, assistência à saúde, alimentação, além de desenvolver ações que visam à socialização e integração dos residentes. (Mais informações, (71) 3313-5529).
A sociedade e as entidades civis precisam conscientizar-se desses direitos. No Brasil, o idoso é tratado como um problema e não como parte da sociedade e essa realidade precisa urgentemente ser modificada.
Por Fernanda Albuquerque
Luisa Scaldaferri
Marco tourinho
Caio Macedo
Catarina Tanajura



